TV Bandeirantes perdeu outro bom momento para crescer

terça-feira, 18 de setembro de 2012


A Bandeirantes está se mostrando impiedosa, por vezes até irresponsável, no trato de alguns dos seus programas, para favorecer outros. Bola cantada. Todo mundo sabia que seria assim, no momento em que Diego Guebel, fundador, sócio e número um da Cuatro Cabezas foi chamado para assumir o Artístico e a Programação da Band. Por mais que existam esforços de se provar o contrário, é absolutamente lógico e natural que os produtos da sua empresa viessem a receber um tratamento diferenciado em relação aos demais.

Não é justo, muito menos honesto, responsabilizar o “Quem fica em pé?” pela ligeira queda de audiência observada pelo “CQC”. Ao contrário, essa questão da passagem, antes um caos, quando estava a cargo da igreja ou do “Vídeo News”, acabou fortalecida com a presença do Datena. O que pode ter pesado, em tempos mais recentes, foi o desajuste no horário e a entrada de mais um break de seis minutos que derruba qualquer leão.

Botar e tirar quase que imediatamente do ar o “Conversa de Gente Grande”, do Marcelo Tas, também veio revelar essa total falta de planejamento. A consequência de tudo levou a Band, uma vez mais, a perder o momento de encostar no SBT e Record.

Não bastasse isso, hoje com a obrigatoriedade de horários e da propaganda política, toda a sua grade foi drasticamente loteada de comerciais, com alguns programas no meio.

Quanto ao “CQC” é preciso parar e repensar. O programa tem agora objetivos diferentes daqueles de quando foi lançado. O título “Custe o que custar” deixou de ser justificado. Há, hoje, uma certa acomodação na abordagem de determinados assuntos. O atrevimento e a ousadia iniciais, que não devem ser confundidos com falta de educação, simplesmente desapareceram.

Da coluna de Flávio Ricco | Imagem: Divulgação Band

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