Record diz que não se responsabiliza pelo sucesso de vencedor do "Ídolos"

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Após quatro temporadas sem emplacar nenhum cantor de sucesso nacional, o reality show "Ídolos" da Record volta no próximo dia 4 de setembro com uma estratégia nova para alavancar a carreira de seu próximo vencedor: um prêmio de R$ 500 mil. "Essa é a diferença dessa edição.

As anteriores não tinham esse prêmio para que o vencedor possa investir em sua carreira. Porque de nada adianta ter um disco na praça e não ter grana para investir. Ele terá oportunidade de, em vez de usar o dinheiro para salvar sua família, usá-lo como capital inicial", disse a cantora Fafá de Belém, nova jurada do programa.

Outra ressalva foi feita por Mafran Dutra, presidente do comitê artístico da emissora, durante a entrevista coletiva de lançamento da atração. "O 'Ídolos' não tem como objetivo formar um artista, mas dar oportunidade para que essa pessoa mostre seu trabalho para o mercado fonográfico." Não há cláusula, no entanto, que obrigue o candidato a usar o dinheiro especificamente na carreira musical.

Além disso, destacou Dutra, como a indústria fonográfica brasileira é muito atrelada à televisão, as gravadoras têm medo de investir no artista e, de quebra, acabarem promovendo a emissora.

A quinta temporada do reality show terá ainda outras duas inovações: vídeos caseiros mostrando a rotina dos candidatos antes das eliminatórias e a segunda etapa, que se passará em um resort localizado na cidade de Cesário Lange, em São Paulo. De lá, sairão 15 participantes, que irão para a fase de concertos no estúdio Quanta.

Com a saída de Rodrigo Faro, a nova edição conta com a apresentação de Marcos Mion, líder do humorístico “Legendários”. Os jurados também mudaram. Agora está na bancada, além de Fafá, o roqueiro Supla. Da primeira temporada permanece o produtor musical Marco Camargo.

De acordo com o colunista Flávio Ricco, cada um já tem seu “personagem” montado. Marco continuará no papel do mais severo de todos; Supla será aquele de quem tudo pode se esperar, especialmente do seu lado comédia; e Fafá vai investir na emoção.

Nem tanto assim. Durante a entrevista de lançamento do programa, a cantora explicou seu critério de eliminação: "Acho uma influência péssima essas firulas vocais de Whitney Houston e Mariah Carey, que fazem parte da cultura americana e não da nossa. Em geral isso serve mais para esconder alguma falha vocal dos candidatos, então esse tipo de imitação foi meu critério para dizer não", disse Fafá.

Sobre a estreia do programa ser pouco antes do "The Voice", reality musical da Globo que entra no ar no dia 23 de setembro, o presidente do comitê artístico da emissora disse que o "Ídolos" "já estava programado desde o começo do ano" e que a concorrente carioca é que terá de "correr atrás do prejuízo".

Supla discorda. "Eu avalio muito o carisma da pessoa. Porque tem cara que canta muito bem, mas é chato pra caramba."

Do UOL Televisão | Imagem: Divulgação Record

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